quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Vento que Leva

Tempestades, eu sou elas.
Tão incontrolável como uma força da natureza,
Atravesso terrenos alheios sem pedir licença,
E levo comigo o que quero.
Destruo tudo o que me dispensa.

Sou indomável como um cataclismo.
Ninguém pode me prever ou adivinhar.
Chego sem avisar e destruo a paz,
Deslizo montanhas, queimo vilas inteiras,
Erupção de fogo sobre a vida humana.

Hoje, idéias de cabeça de vento me acometem.
Nunca pensei coisas assim, mas agora
A cada minuto me assusto com o que vem.
São idéias de ventania, tornado e tufão,
E sinto que tenha chegado a hora da destruição.

Uma tromba d’água escorre pelo meu rosto
Sinto toda a inundação na minha garganta.
E nas profundezas da minha alma, ouço as vozes,
São as almas das famílias afogadas.
Vitimas demais. Vitimas demais.

Além de tudo, olho para meus pés.
Só consigo me sentir solitário como uma nuvem.

Um comentário:

Alex Aerwyld disse...

Belo Poema Dk, é seu mesmo? Se for está se demonstrando um poeteiro nato! heheh

abs humorados,

Alex.